Nosso método editorial parte sempre do dado bruto: baixamos planilhas oficiais, cruzamos identificadores (CNPJ, UG, ação orçamentária) e só então convertemos os números em texto. Quando um valor apresenta divergência entre fontes — por exemplo, entre a execução do SIAFI e o Portal da Transparência —, sinalizamos o descompasso e buscamos esclarecimento junto ao órgão responsável, via LAI, antes de publicar.
Esse cuidado é essencial em um cenário em que declarações públicas são frequentemente descontextualizadas. Um número de gasto isolado pode parecer alarmante ou modesto conforme o critério comparativo. Por isso, todo conteúdo desta seção contextualiza o valor com séries históricas, participação percentual no orçamento total e comparações internacionais quando pertinentes.
Também explicamos, em cada guia, o que fazer quando um órgão descumpre a LAI: como recorrer à autoridade superior, à CGU e, em último caso, ao Judiciário. A transparência não é um favor do Estado — é um direito líquido e certo do cidadão, e cabe à imprensa independente demonstrar, na prática, como exercê-lo.