Entre 2016 e 2023, o Brasil operou sob a Emenda Constitucional 95, o chamado teto de gastos, que congelava a despesa primária em termos reais. A partir da Lei Complementar nº 200/2023, entrou em vigor o Novo Arcabouço Fiscal, com regras mais flexíveis, banda de crescimento real da despesa entre 0,6% e 2,5% ao ano e metas móveis de resultado primário. Explicamos o que muda para saúde, educação e investimento público e como o Congresso pode aprovar créditos suplementares dentro desse novo desenho.
Também acompanhamos o comportamento da dívida pública federal, monitorada pelo Tesouro Nacional e pelo Banco Central. Analisamos custo médio, prazo médio, composição por indexador (Selic, IPCA, prefixado, câmbio) e implicações para a política monetária. Quando o mercado precifica risco fiscal mais alto, isso se reflete em juros longos, câmbio e no custo do crédito para famílias e empresas — variáveis que explicamos sem jargão econômico e com dados oficiais atualizados.
Esta seção existe para dar ao leitor as ferramentas conceituais e as fontes primárias necessárias para separar retórica política de realidade orçamentária. Cada gráfico, cada tabela e cada projeção citada aponta a base de dados original consultada, permitindo a qualquer pessoa reproduzir a análise.